O sistema partidário brasileiro
O sistema partidário que surgiu no fim do Regime Militar deveria ser um reflexo de sociedade plural e democrática que o Brasil almejava ser. Durante o regime instaurou-se o bipartidarismo com um partido de situação o ARENA e uma oposição tolerável o MDB, quando o bipartidarismo acabou o MDB se tornou PMDB e o ARENA se dissolveu em várias correntes mas principalmente o PFL hoje Democratas e o Partido Progressista, vários partidos foram surgindo no país cuja legislação eleitoral incentivava tais criações, mas poucos partidos se tornaram expressivos e conseguiram aglutinar grandes setores da população, pelo centro o PMDB se tornou o maior do país muito forte nos municípios interioranos e nos grandes centros urbanos houve o fortalecimento do partido de centro-esquerda PSDB e o de extrema-esquerda PT.
Logo de cara, já nas primeiras eleições pós regime os partidos que deveriam ser reflexo do nosso momento democrático já mostravam que de democráticos não tinham nada, já que suas estruturas eram oligárquicas, grandes partidos serviam a interesses de seus caciques e alguns caciques de grande ego fundaram pequenos partidos que giravam em torno de sua personalidade, dentro dessas estruturas militantes são massa de manobra, mesmo o recém fundado PT, que demonstrava uma liderança plural onde várias alas discutiam os caminhos da agremiação, logo começou a girar em torno de personalidades fortes como Lula.
Há poucos anos atras a operação Lava Jato vem nos mostrando toda podridão partidária nacional, os pequenos partidos existem exclusivamente para enriquecer seus caciques e os grandes estão dispostos a prejudicar nossa economia sem titubear se isso lhes garantir a permanência no poder, juntos formaram uma grande máfia que age alimentada pela problemática relação do público com o privado numa economia de orientação nacional desenvolvimentista que a esquerda no poder copiou da ditadura de Vargas e dos presidentes militares, os partidos traíram o povo e devem pagar por isso, PT, PSDB e PMDB deveriam sentir vergonha de cogitar candidaturas em 2018 nas palavras do ex ministro do STF Joaquim Barbosa.
É evidente que não há democracia sem sistema partidário, sendo o sistema em si algo bom e proveitoso, contudo algumas coisas precisam mudar por força de lei, uma mudança obvia é a permissão de candidatos independentes uma vez que o poder emana do povo, dos indivíduos que não deveriam ter que se sujeitar a partidos para exercer o direito de serem eleitos, também é necessário que todo partido escolha seus candidatos majoritários pelas prévias da sua militância já que essas organizações precisam refletir democracia e não autoritarismo, também é necessária uma fiscalização mais assertiva sobre as contas dessas associações para prevenir irregularidades, ou seja, é preciso tirar os partidos das mãos dos caciques o os colocar nas mãos de seus eleitores.
Atos Henrique Fernandes
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