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Mostrando postagens de 2018

Desenhando uma potência

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           O Brasil é um país grande e com enorme potencial diplomático, já fomos uma respeitável liderança regional durante o Regime Militar, mas desde a redemocratização nossos governos foram aos poucos jogando fora nossa credibilidade e capacidade de projeção de poder, analisa-se os fatores que contribuiram para o fracasso do país em conseguir um assento permante no Conselho de Segurança da ONU e o que pode ser feito para, no mínimo, nos tornamos uma potência regional, de fato, em 10 anos. O primeiro erro que nos custou a posição de potência regional e até mesmo global foi a opção da assembléia constituinte de 1988 de proibir a nação de ter armas nucleares, a lógica é simples, quem não tem armas nucleares está completamente nas mãos de quem as possui ainda mais num contexto onde as instituições multilaretais estão tão enfraquecidas, o regime norte coreano só não caiu pelo fato de eles possuírem poder nuclear. O governo FHC deu sua contribuição com a...

Por um novo pacto nacional

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               Constituição é a lei máxima de um Estado soberano, sua função primordial é limitar o poder do Estado por meio de direitos e garantias fundamentais aos cidadãos e da separação, organização e limitação do poder estatal, isso é o essencial em qualquer carta magna, mas alguns países optam por ir bastante além do fundamental, criando uma lei maior prolixa. Constituição prolixa é o nome que se dá quando o poder constituinte originário opta por regulamentar constitucionalmente aspectos variados do Estado, governo e da vida social, constituições assim são programáticas, ou seja, traçam metas para o futuro e definem maneiras de se chegar a essas metas, o Brasil é um exemplo de país que adotou uma lei maior prolixa, a Constituição Federal de 1988.      O Brasil sempre foi uma nação complexa e problemática, ao longo dos anos os problemas como miséria, disparidade de riqueza entre as regiões e a falta de perspectiva...

Os donos do poder

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           O Brasil, desde a proclamação da república vive sob a égide da uma elite que se apoderou do Estado a fim de preservar seus interesses e impor sua agenda, essa elite é composta por famílias tradicionais que protagonizam as políticas regionais de cada estado da federação, não se trata necessariamente dos mais ricos, dos burgueses como prega a esquerda brasileira, pois aqueles que produzem em nosso país são tão reféns dessa elite governante quanto qualquer trabalhador assalariado. Segundo Raymundo Faoro, tal elite se trata do estamento burocrático, uma categoria patrimonialista, sempre em busca de tutelar privilégios e se perpetuarem no poder.      O domínio do estamento burocrático se evidencia na organização do poder, sua origem e sua distribuição. Numa democracia liberal, o poder emana do povo e sendo assim se constitui de baixo para cima, já no Brasil o poder se constitui de cima para baixo e o povo só decide o que o poder ...