Os donos do poder

     
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     O Brasil, desde a proclamação da república vive sob a égide da uma elite que se apoderou do Estado a fim de preservar seus interesses e impor sua agenda, essa elite é composta por famílias tradicionais que protagonizam as políticas regionais de cada estado da federação, não se trata necessariamente dos mais ricos, dos burgueses como prega a esquerda brasileira, pois aqueles que produzem em nosso país são tão reféns dessa elite governante quanto qualquer trabalhador assalariado. Segundo Raymundo Faoro, tal elite se trata do estamento burocrático, uma categoria patrimonialista, sempre em busca de tutelar privilégios e se perpetuarem no poder.
     O domínio do estamento burocrático se evidencia na organização do poder, sua origem e sua distribuição. Numa democracia liberal, o poder emana do povo e sendo assim se constitui de baixo para cima, já no Brasil o poder se constitui de cima para baixo e o povo só decide o que o poder central permite, a regra do jogo, istó é, as leis e as instituições funcionam a fim de legitimar e manter no poder a elite governante, essa elite é unida em pontos centrais, mas é divergente em pontos periféricos, por exemplo, estão comprometidos com o poder concentrado no governo central e divergem em questões do tipo progressismo versus conservadorismo moral.
     A elite burocrática nacional é marcada por uma forte oposição ao liberalismo econômico e tem uma forte abertuda á ideias coletivistas, a maior delas, o positivismo poder ser considerada o pai do pensamento politico - social do estamento governante, mas desde a Constituição Federal de 1988 o carro chefe é a social democracia e o progressismo moral. Social democracia, ou socialismo democrático, é uma corrente de centro esquerda que defende a chegada ao comunismo de uma forma não revolucionária, respeitando o jogo democrático e reformando o capitalismo, tornando este completamente regulado pelo Estado. Progressismo moral são um conjunto de idéias que defende a necessidade de rupturas com valores e instituições tradicionais como fator imprescindível para a melhora da vida humana e para a construção de uma sociedade justa e igualitária.
     Na atualidade as consequências do espírito anti liberal dos detentores do poder no Brasil são desastrosas, a tentativa social democrata de implantar no país um estado de bem estar social faz explodir o gasto público, a alta e complexa carga tributária sufoca a economia, o excesso de regulamentação estatal inibe o empreendedorismo nacional e o investimento estrangeiro. De todos os problemas brasileiros o pior é , com certeza, o deficit fiscal já que a maior parte do gasto público é obrigatório estando previstos na própria constituição e a saída para isso é convencer o estamento burocrático de que ele precisa se desancorar do orçamento, ou seja, que ele pare de fazer aquilo que ele faz desde a proclamação da república.
     Fato é que apesar de ainda estar no poder, a elite burocrática esta bastante enfraquecida por um conjunto de fatores como a Operação Lava Jato, a perda do controle da narrativa da grande mídia em relação as redes sociais, o fim do teatro das tesouras entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido da Social Democracia Brasileira que manteve nos últimos vinte anos a esquerda no poder e o ressurgimento do orgulho popular em ser conservador de direita, claro que nada disso significa o fim do poder da casta governante, mas o enfraquece deixando mais fácil um golpe final e fatal. Esse golpe final e fatal seria algo que não se vê desde o Brasil império, a constituição de um governo conservador e alinhado aos valores cristãos da maioria esmagadora da população.

Atos Henrique Fernandes

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